3ª Mostra

Em 2008 a Mostra Curta Audiovisual de Campinas chegou em sua terceira edição. Neste ano passamos a receber produções de até 20 minutos, atendendo às solicitações dos realizadores. Essa mudança fez com que o perfil da mostra se alterasse: os curtas recebidos eram mais longos, possibilitando que muitos trabalhos de conclusão de curso se enquadrassem no tempo. Além disso, nesta edição passamos a fazer parte do Guia Kinoforum de Festivais de Cinema e Vídeo, publicação divulgada em âmbito nacional destinada a produtores audiovisuais. Tais fatores levaram a um crescimento na qualidade dos trabalhos inscritos. Outro reflexo foi que as sessões passaram a ser compostas por menos curtas, o que nos levou a ampliar o quadro de sessões oficiais para doze, quatro a mais que em 2007, para manter a média de trabalhos exibidos.

Das mais de 200 inscrições recebidas foram selecionados 78 curtas-metragens para as Sessões Oficiais, que levam os nomes de antigos cinemas de rua de Campinas e são avaliadas pelo Júri popular, e 26 curtas para as programações especiais, somando mais de 20 horas de projeção.

Este ano duas novidades foram implementadas na programação. Uma foi a criação de uma programação infantil: as sessões da Mostrinha, com curadoria de Maurício Squarisi, destinada às crianças da rede pública de educação; e a Sessão Matinê, uma seleção infantil indicada pelo Comitê de seleção dentre os inscritos. A segunda novidade foi a criação do Curta Campinas, uma programação especial destinada a curtas da cidade.

Ainda na programação especial tivemos: uma sessão em parceria com o Festival de Cinema Super-8 de Campinas; uma sessão com a projeção em 16mm de dois clássicos do cinema marginal; uma Sessão em parceria com o Projeto Telinha de Cinema; e uma Sessão de Cinema no Largo do Rosário em parceria com a Secretaria de Cultura.

Buscando mais uma vez estimular discussões sobre os caminhos do vídeo e do cinema no atual cenário nacional, tivemos bate-papos após algumas das sessões especiais, um debate com representantes dos diferentes meios de comunicação sobre a veiculação do curta-metragem e um encontro entre os curta-metragistas da região para discutir sobre as formas de produção.

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Além das discussões teóricas tivemos o espaço da prática através das oficinas. Essas atividades práticas buscaram cobrir áreas diversas do campo da produção audiovisual, ao mesmo tempo que são uma forma de aproximar o público da técnica, desmistificando os processos de realização. Os resultados destes trabalhos coletivos foram exibidos na sessão de encerramento.

Neste espaço que é a Mostra Curta Audiovisual se pretende articular os jovens produtores com o público local para que a produção regional também cresça. Ter um panorama do que está sendo produzido em diferentes partes do Brasil com diferentes formas de pensamento, financiamento e execução faz crescer nosso vocabulário audiovisual.