9ª Mostra

Em 2015 a Mos­tra Cur­ta Audi­o­vi­su­al teve uma edi­ção mais que espe­ci­al. Depois de 8 anos de um tra­ba­lho inde­pen­den­te, per­sis­ten­te e resis­ten­te para rea­li­zar o even­to na cida­de, o reco­nhe­ci­men­to veio atra­vés dos apoi­os do Fun­do de Inves­ti­men­tos Cul­tu­rais de Cam­pi­nas e do Pro­gra­ma de Ação Cul­tu­ral do Esta­do de São Pau­lo. Essa gran­de vitó­ria para a Mos­tra tam­bém foi um gran­de pas­so na sua for­ma de orga­ni­za­ção, que vinha sen­do rea­li­za­da em um mode­lo mais com­pac­to devi­do a fal­ta de patro­cí­ni­os. Assim, come­ça­mos 2015 mira­bo­lan­do pro­pos­tas de ampli­a­ção da gra­de e tam­bém visan­do sair do tra­di­ci­o­nal eixo Cen­tro-Barão Geral­do, che­gan­do em bair­ros mais peri­fé­ri­cos da cida­de.

A Mos­tra, que já se tor­nou uma refe­rên­cia regi­o­nal para os pro­du­to­res, aco­lhen­do e rece­ben­do fil­mes de todos os gêne­ros de todo o país, che­gou em sua nona edi­ção ampli­an­do os hori­zon­tes, incluin­do na sua pro­gra­ma­ção fil­mes lati­no-ame­ri­ca­nos na ses­são espe­ci­al Mer­co­sul, que trou­xe uma amos­tra de dife­ren­tes for­mas de pro­du­ção.

Seguin­do a tra­di­ção dos anos ante­ri­o­res, a Mos­tra teve as ses­sões bati­za­das com os nomes de anti­gos cine­mas de rua de Cam­pi­nas e as ses­sões espe­ci­ais, que são a Mos­tri­nha (infan­til), a Cur­ta o lon­ga com o fil­me “Café – um dedo de pro­sa” pro­du­zi­do em Cam­pi­nas, e, a Ses­são Inclu­si­va, com recur­sos de aces­si­bi­li­da­de rea­li­za­da numa par­ce­ria com a Secre­ta­ria Muni­ci­pal dos Direi­tos da Pes­soa com Defi­ci­ên­cia e Mobi­li­da­de Redu­zi­da.

Para a aber­tu­ra do even­to, a Ses­são Alvo­ra­da trou­xe alguns des­ta­ques dos cur­tas ins­cri­tos além de uma home­na­gem ao cine­as­ta cam­pi­nei­ro Sr. Hen­ri­que de Oli­vei­ra Jr. no Tea­tro Cas­tro Men­des. A sole­ni­da­de deu lar­ga­da a uma pro­gra­ma­ção que durou dez dias na cida­de.

Foram mais de 15 horas de pro­je­ção em diver­sos pon­tos cul­tu­rais da cida­de. Em 2015, o recor­de de ins­cri­ções de obras locais se refle­tiu no aumen­to da gra­de de ses­sões espe­cí­fi­cas regi­o­nais: foram 3 espe­ci­ais Cur­ta Cam­pi­nas, em que os pro­du­to­res tive­ram a opor­tu­ni­da­de de entrar em con­ta­to com o públi­co e con­ver­sar num for­ma­to cine­clu­bis­ta sobre as suas obras. Vale res­sal­tar que os fil­mes da região tam­bém com­põem a gra­de de ses­sões com nomes de anti­gos cine­mas de rua.

A pro­gra­ma­ção con­tem­plou ain­da ati­vi­da­des de for­ma­ção por meio de ofi­ci­nas, mas­ter­clas­ses e pales­tra. Foram ofe­re­ci­das cin­co ofi­ci­nas: Ani­ma­ção com Som­bra Chi­ne­sa, Tri­lha Sono­ra Expe­ri­men­tal ao vivo, Víde­os de Bol­so, Pro­du­ção de Fil­mes de Fic­ção e Ani­ma­ção Stop Moti­on.

A qua­li­fi­ca­ção pro­fis­si­o­nal é um dos pila­res da Mos­tra, por isso con­vi­da­mos a Aca­de­mia Inter­na­ci­o­nal de Cine­ma, uma das mais con­cei­tu­a­das esco­las de cine­ma do país para minis­trar as Mas­ter­clas­ses de Dire­ção de Arte e de Pro­du­ção Exe­cu­ti­va.

Para com­ple­tar a pro­gra­ma­ção de ati­vi­da­des de for­ma­ção, numa par­ce­ria com o Sesc Cam­pi­nas par­ti­ci­pa­mos de um bate-papo sobre a pro­du­ção audi­o­vi­su­al no Bra­sil con­tem­po­râ­neo, pas­san­do pelas mudan­ças tec­no­ló­gi­cas sofri­das e o impac­to da Inter­net, tra­çan­do assim pers­pec­ti­vas de futu­ro para a cri­a­ção e a pro­du­ção.

A Mos­tra é um dos canais que efe­ti­va o con­ta­to do públi­co local com a cine­ma­to­gra­fia naci­o­nal, esti­mu­lan­do a pro­du­ção na região e pro­mo­ven­do o encon­tro entre dife­ren­tes lin­gua­gens. No intui­to de ampli­ar ain­da mais tal encon­tro cri­a­mos uma pro­gra­ma­ção de inter­câm­bi­os em que ati­vi­da­des com outras lin­gua­gens artís­ti­cas fize­ram par­te da pro­gra­ma­ção bus­can­do incre­men­tar as expe­ri­ên­ci­as e vivên­ci­as do entre­te­ni­men­to ao ar livre.

Assim, con­vi­da­mos o Núcleo Feve­res­ti­val – Fes­ti­val Inter­na­ci­o­nal de Tea­tro de Cam­pi­nas – para fazer a cura­do­ria do Cur­ta a Cena – espe­tá­cu­los cur­tos que abri­ram três ses­sões nas pra­ças públi­cas. Tam­bém uni­mos for­ças com a Can­ja Ins­tru­men­tal Jazz, pro­je­to musi­cal que acon­te­ce nos espa­ços públi­cos da cida­de com o obje­ti­vo de popu­la­ri­zar a músi­ca ins­tru­men­tal.

Pra encer­rar a pro­gra­ma­ção da nona edi­ção, no dia 31 de outu­bro con­vi­da­mos os pro­du­to­res de audi­o­vi­su­al da região para tro­car expe­ri­ên­ci­as bus­can­do o for­ta­le­ci­men­to da pro­du­ção de Cam­pi­nas a par­tir da apro­xi­ma­ção de seus agen­tes. Poten­ci­a­li­zan­do o encon­tro e ampli­an­do as dis­cus­sões, incluí­mos a Mas­ter­class de pro­du­ção exe­cu­ti­va ofe­re­ci­da pela Aca­de­mia Inter­na­ci­o­nal de Cine­ma na mes­ma pro­gra­ma­ção.

E pra fechar o últi­mo dia, a tra­di­ci­o­nal Ses­são Juri­Pop con­tou com a exi­bi­ção dos cur­tas mais vota­dos pelo públi­co na Gale­ria Sede. Tam­bém foram exi­bi­dos os resul­ta­dos das ofi­ci­nas prá­ti­cas, fotos do even­to, pro­je­ções livres e algu­mas sur­pre­sas em uma con­fra­ter­ni­za­ção geral.

Esta exten­sa pro­gra­ma­ção foi pla­ne­ja­da com mui­to cui­da­do por mui­tas mãos dedi­ca­das e con­tou com a aju­da de par­cei­ros incrí­veis. A gra­de este­ve reple­ta de bons momen­tos e – não cus­ta lem­brar – toda a pro­gra­ma­ção é gra­tui­ta!