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CARA

Cidade | Ano de Produção:

Duração |  Gênero:

Classificação:

10 anos

Categoria:

Videoclipe

Sinopse:

Há rostos que se mostram e rostos que se escondem. Há máscaras que protegem e máscaras que devoram. O videoclipe "Cara", da cantora e compositora Eloá Puri, mergulha no território incerto onde identidade e ilusão se confundem. Um confronto poético filmado nas ruas de Vitória, Espírito Santo. A música nasce de uma ferida íntima, mas ecoa universal: a experiência de quem já se viu diante de alguém que muda de face conforme a conveniência. Como explica Eloá Puri: "Cara fala sobre as máscaras que uma pessoa pode vestir de forma conveniente ao ambiente e ao que se quer. Sobre um relacionamento onde uma pessoa faz a outra achar que está louca, pouca. É como se falasse de lobo na pele do cordeiro; a palavra 'cara' aparece em sentido dúbio: um é pra falar sobre um rosto (ou homem); outro pra falar sobre valor (meu)." Eloá Puri é uma artista indígena da região do Caparaó, no Espírito Santo. Cantora, compositora e escritora, sua música entrelaça ancestralidade afro-indígena com sonoridades contemporâneas: ritmos percussivos, elementos eletrônicos e a força de tradições diaspóricas. Seu álbum de estreia, Luare (2022), explorou a conexão profunda entre música e território ancestral. Em 2023, recebeu o prêmio de Melhor Composição Capixaba por "Você Não Me Conhece". Em 2024, lançou o show Orutuna, "valentia" na língua Puri, reafirmando sua conexão com a resistência indígena e a potência das mulheres na música brasileira. Conselheira Estadual de Cultura do Espírito Santo, Eloá segue expandindo os horizontes da música indígena contemporânea, construindo pontes entre tradição e modernidade. No videoclipe, a música ganha corpo através da dança. O coreógrafo e bailarino Danilo dos Anjos ("Japa") transforma o confronto lírico em movimento: gestos que oscilam entre liberdade e defesa, exposição e disfarce. A dança contemporânea torna-se linguagem: na interação entre Eloá e Danilo, o "outro”, real ou simbólico, emerge no jogo de corpos e olhares. Quem é essa outra cara que enfrentamos? O clipe não responde; convida a permanecer na pergunta.

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